Poesia, política, história e cultura na 3ª edição de ÍNDIO

“Amanso-te branco”. Com essa declaração o sertanista Francisco Meireles foi presenteado com um colar pelo grande cacique Apoena, na década de 60, segundo contou o antropólogo Roberto Cardoso de Oliveira. A dupla ficou conhecida por enfim selar a paz entre os “brancos” e os Xavante.

O longo processo de contato com os A’uwe Uptabi (gente verdadeira, como se autodenominam) foi violento. Até roupa contaminada com sarampo foi jogada em sobrevoos nas aldeias. Diante das atrocidades, não é de se espantar que os índios tivessem a ideia de que eram eles que nos pacificavam – e não o contrário.

A visão, os valores e o modo de ser de cada etnia brasileira deveria ser observada com respeito e redenção. Ao invés disso, o preconceito permanece. Por isso, nesta edição, propomos reflexões importantes que podem nos ajudar a alcançar uma relação mais harmoniosa entre “brancos” e índios.

Nesta edição, uma discussão sobre identidade. Calça jeans, celular, internet, tecno-brega fazem do índio menos índio? Também trazemos uma reportagem especial sobre os 50 anos do Parque Indígena do Xingu e os novos desafios que ameaçam a terra que foi um divisor e águas na história do indigenismo brasileiro. A luta dos Ikpeng para retomar seu território tradicional às margens do rio Jatobá, além de discussões sobre as normas internas das sociedades indígenas, exemplificadas aqui com as regras dos Kamaiurá.

O poema Terra, de Décio Pignatari, fala da situação fundiária – tema recorrente na realidade indígena, sobretudo em povos como os Guarani Kaiowá, que vivem em beiras de estradas em Mato Grosso do Sul como forma de protesto ao descaso no processo de regularização de suas terras. Os desmandos relacionados à usina hidrelétrica de Belo Monte voltam às nossas páginas em artigo do professor Oswaldo Sevá, estudioso do empreendimento há mais de duas décadas. Baixe agora este número ou pegue seu exemplar em um dos pontos de distribuição.

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Sobre ÍNDIO

Revista sobre cultura e direitos indígenas, premiada no Programa Cultura e Pensamento 2009/2010, do MinC.
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